quinta-feira, 31 de março de 2016

Usos da noção de subjetividade no campo da Saúde Pública


Para começar a discussão deste texto (escrito por João Leite Ferreira Neto, Luciana Kind, Alessandra Barbosa Pereira, Maria Carolina Costa Rezende e Marina Lanari Fernandes), o grupo realizou uma atividade artística denominada "Caminhando", elaborada pela Lygia Clark. Segue algumas fotos do processo.








fonte: http://www.lygiaclark.org.br/arquivo_detPT.asp?idarquivo=17
 Cada participante do grupo fez sua fita de moébius, e percorreu seu caminho cortando-a. Depois de ler o texto deixado pela Lygia sobre a performance, fizemos uma instalação das fitas no pátio do campus de Psicologia da UFRGS.
A atividade foi muito proveitosa para descentralizar a função da palavra na forma de transmitir conceitos, visto que nos envolvemos muito com as palavras e pouco com as outras formas de sentir e compreender as coisas. No caso da fita de Moébius, podemos pensar ela como a concepção de sujeito, demonstrada no próprio texto. Muitas teorias sobre o sujeito e subjetividade compreendem de 3 formas: uma como se existisse um círculo do qual o sujeito está dentro, e a sociedade e as questões sociais estão fora; Outra como se fossemos puramente determinados pelo social, como uma linha reta; e ainda a noção de sujeito como a fita de Moébius, que compreende que não exista um limite exato entre o que está dentro e o que está fora, entre micro e macro, e que tudo depende de onde se está percorrendo atualmente o caminho, na cavidade de fora ou na de dentro, mas ambos estão conectados. Essa terceira compreensão conceitual se faz altamente necessária e política, pois não exclui a individualidade de sua potência de agenciamento social, e vice versa.

A política do SUS vem de uma luta inicialmente quebrando com os círculos da subjetividade, tratando de abrir um sistema unificado público de saúde, que reflete muito às determinações do campos social que vivemos no nosso território. No entanto, a simples implementação deste sistema público não deu conta de resolver as problemáticas dos indivíduos com seu meio. Alguns autuantes começaram a se basear nas ideias da Esquizoanálise, que visam o sujeito como a fita de Moébius, para pensar nas relações de intersubjetividade do grupo de trabalho com os pacientes, do paciente com seu território, de como potencializar a capacidade de agenciamento do sujeito com seu lugar. Estas tarefas se tornaram indispensáveis para a consolidação de um campo saudável de trabalho e solidariedade. 

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terça-feira, 15 de março de 2016

Relato da aula do dia 15/03

Leitura do dia: "Saúde coletiva e psicanálise: entrecruzando conceitos em busca de políticas públicas potentes"

Para pensarmos...


Quais são as possibilidades de articulação entre o SUS e a Psicanálise?


POTÊNCIAS:


Deselitização da psicanálise;
Maior acesso à população com menor poder aquisitivo;
Surgimento de novas concepções teóricas a partir do olhar para diferentes realidades socioculturais e econômicas;
Descolonizar a psicanálise é possível???


LIMITAÇÕES:


Aplicabilidade de metodologias clínicas e vieses teóricos tradicionais;
É viável prosseguir com um tratamento psicanalítico tradicional no SUS?
Questões raciais, de gênero e sexualidade, por exemplo, serão contempladas?



SAÚDE COLETIVA x SAÚDE PÚBLICA


Tem diferença???


SIIIMM!


saúde pública é anterior! E surge a partir da necessidade da criação de políticas públicas para diferentes grupos, mas não conseguindo dar conta das singularidades! Alguns exemplos destas políticas são as campanhas de vacinação, as políticas de saúde da mulher, de tabagismo e por aí vai...


Já a saúde coletiva possui um olhar para o sujeito a partir das singularidades =] O plano terapêutico singular e a redução de danos são exemplos que descrevem bem o viés prático da saúde coletiva!





Sobre diversidade teórica e unidade prática (!)
:


"Por mais que as teorias tenham bases epistemológicas e ontológicas distintas, as práticas integradas em saúde são complementares e enriquecedoras!"



Dicas de escritoras(es) brasileiras(os):

Maria Rita Kehl –
viés clínico-político, questões da ditadura civil militar brasileira;

Vladmir Safatle –
articulação psicanálise – psicologia social;




POLÍTICAS PÚBLICAS: PARA ALÉM DO BEM E DO MAL!


Campo de disputas assimétrico! Pensar juntos o fazer!

Política do comum produzida a partir de uma demanda (sintoma social?)

Território para além do geográfico...

Atravessamentos econômicos, políticos, culturais, e milhares de milhares de possibilidades!




Para pesquisarmos: Psicanálise Marginal!