Para começar a discussão deste texto (escrito por João Leite Ferreira Neto, Luciana Kind, Alessandra Barbosa Pereira, Maria Carolina Costa Rezende e Marina Lanari Fernandes), o grupo realizou uma atividade artística denominada "Caminhando", elaborada pela Lygia Clark. Segue algumas fotos do processo.
| fonte: http://www.lygiaclark.org.br/arquivo_detPT.asp?idarquivo=17 |
Cada participante do grupo fez sua fita de moébius, e percorreu seu caminho cortando-a. Depois de ler o texto deixado pela Lygia sobre a performance, fizemos uma instalação das fitas no pátio do campus de Psicologia da UFRGS.
A atividade foi muito proveitosa para descentralizar a função da palavra na forma de transmitir conceitos, visto que nos envolvemos muito com as palavras e pouco com as outras formas de sentir e compreender as coisas. No caso da fita de Moébius, podemos pensar ela como a concepção de sujeito, demonstrada no próprio texto. Muitas teorias sobre o sujeito e subjetividade compreendem de 3 formas: uma como se existisse um círculo do qual o sujeito está dentro, e a sociedade e as questões sociais estão fora; Outra como se fossemos puramente determinados pelo social, como uma linha reta; e ainda a noção de sujeito como a fita de Moébius, que compreende que não exista um limite exato entre o que está dentro e o que está fora, entre micro e macro, e que tudo depende de onde se está percorrendo atualmente o caminho, na cavidade de fora ou na de dentro, mas ambos estão conectados. Essa terceira compreensão conceitual se faz altamente necessária e política, pois não exclui a individualidade de sua potência de agenciamento social, e vice versa.
A política do SUS vem de uma luta inicialmente quebrando com os círculos da subjetividade, tratando de abrir um sistema unificado público de saúde, que reflete muito às determinações do campos social que vivemos no nosso território. No entanto, a simples implementação deste sistema público não deu conta de resolver as problemáticas dos indivíduos com seu meio. Alguns autuantes começaram a se basear nas ideias da Esquizoanálise, que visam o sujeito como a fita de Moébius, para pensar nas relações de intersubjetividade do grupo de trabalho com os pacientes, do paciente com seu território, de como potencializar a capacidade de agenciamento do sujeito com seu lugar. Estas tarefas se tornaram indispensáveis para a consolidação de um campo saudável de trabalho e solidariedade.
A política do SUS vem de uma luta inicialmente quebrando com os círculos da subjetividade, tratando de abrir um sistema unificado público de saúde, que reflete muito às determinações do campos social que vivemos no nosso território. No entanto, a simples implementação deste sistema público não deu conta de resolver as problemáticas dos indivíduos com seu meio. Alguns autuantes começaram a se basear nas ideias da Esquizoanálise, que visam o sujeito como a fita de Moébius, para pensar nas relações de intersubjetividade do grupo de trabalho com os pacientes, do paciente com seu território, de como potencializar a capacidade de agenciamento do sujeito com seu lugar. Estas tarefas se tornaram indispensáveis para a consolidação de um campo saudável de trabalho e solidariedade.
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