terça-feira, 24 de maio de 2016

UBS Santa Celília - Relatório

No dia 24/04, a turma de Psicologia e Saúde Coletiva, realizou uma visita à UBS Santa Cecilia. Fomos recebidos por uma das médicas do local que nos explicou o funcionamento daquela unidade.
Enquanto percorríamos o local, a médica nos explicou que aquela unidade atende uma região de 36 mil pessoas, que abrange até a região do Jardim Botânico. É uma unidade docente assistencial, os usuários são atendidos pelos alunos com supervisão, desta forma, há diversos alunos que realizam estágios e residências naquele local. Já se pensa na possibilidade de abrir um projeto de extensão para a psicologia, sendo de extrema importância para os alunos poderem ver a atenção básica como campo de trabalho. Uma dificuldade encontrada na UBS é a criação de vínculos pois a rotatividade dos funcionários é muito grande pois a maioria deles são compostos por alunos e residentes.
Os problemas mais prevalentes encontrados ali é o uso de álcool e outras drogas. Cerca de 10 a 20% dos casos são de atenção especializada, eles não atendem ali. Os outros 80% estão relacionados à atenção primária, que seriam os problemas mais comuns e frequentes, que são atendidos ali mesmo.
Também nos foi contado sobre as equipes que trabalham ali, que são semelhantes a da saúde da família. São 4 equipes divididas por região, compostas por: Farmacêutico, Nutricionista, Assistente Social e Enfermeiro.
Os serviços de atenção primária, que só são encontrados em UBS são: Acesso – porta de entrada para o serviço de saúde e vai utilizar sempre; Acesso com longitudionalidade – continuidade do cuidade, o usuário pode utilizar várias vezes, por exemplo a emergência, que será guardado um histórico daquele paciente; Ações preventivas – vê a pessoa como um todo, elas procuram o local por problemas sem diagnóstico; Coordenação – quando o paciente precisa de outros pontos da rede.

Também podemos observar, através da fala da médica, que o SUS não possui psicoterapia para oferecer, utiliza tratamentos medicamentosos, alguns recursos como o matriciamento e vê o paciente com mais frequência, porém não há psicólogos para atender esses usuários. Quando é necessário encaminhar para algum psicólogo, é um grande desafio pois não é permitido o encaminhamento para um local particular. O local já enfrentou problemas por essa questão ao encaminhar uma paciente para a Clínica da UFRGS. 

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