Convidado: Equipe do Consultório na Rua.
Texto “As drogas e suas políticas”.
Recebemos a Carla (enfermeira) e a Frânia (assistente social) da equipe do Consultório a Rua Pintando Saúde para nos contar um pouco sobre suas experiências nesse programa e dos desafios que passam no dia-a- dia para conseguirem realizar seu trabalho.
A equipe é composta por uma terapeuta ocupacional, duas técnicas de enfermagem, uma psicóloga, uma enfermeira e uma assistente social.
O projeto nasceu em salvador em 1999, com um foco voltado para crianças e adolescentes. Em 2009/2010, o Consultório de Rua era vinculado a Coordenação da Política Nacional de Saúde Mental.
Consultório de Rua ≠ Consultório na Rua
Consultório de Rua: foco de atuação centrado no usuário de álcool e outras drogas.
Consultório na Rua é inserido em um espaço de atuação mais amplo, na tentativa de ir além do modelo da doença e na necessidade do fortalecimento de uma rede de enfrentamento aos graves problemas de saúde da população de rua.
É necessário que a equipe faça o acompanhamento e encaminhamento para rede desses usuários. O acompanhamento é importante porque essas pessoas se encontram em grande vulnerabilidade, muitas vezes não conseguem acessar a rede, não compreendem o que foi falado pelo médico na consulta. Então, acompanhar fortalece e cria vínculos com esses usuários, que são pessoas estigmatizadas e excluídas.
O Consultório na Rua Pintando Saúde abriu em 2010 e trabalha com a estratégia de redução de danos. A lógica do serviço não é trabalhar como um consultório, onde se agenda consultas. A equipe está sempre em diferentes territórios, possuem um local certo onde deslocam a cada dia da semana, assim, os usuários sabem exatamente o dia que a equipe estará lá para atendimento.
Dificuldades:
- Acolher as pessoas que moram na rua, houve e ainda há muita resistência pela atenção básica.
- Acesso a saúde. O consultório na rua funciona para ter esse primeiro contato e encaminhar para rede.
- Necessidade de sensibilização dos profissionais da saúde.
- Desmerecimento dos profissionais de saúde que trabalham com essa população.
- Brigas de gangue. A equipe muitas vezes é avisada pela própria população de rua para não se deslocarem para aquele local devido ao perigo.
- Conhecer o espaço e a linguagem.
- Rede de assistência precária.
- Não contabilização da população de rua pelo IBGE como população. (+/- 4 mil moradores de rua em Porto Alegre)
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