Texto: Medicina Complementar no SUS: práticas
integrativas sob a luz da Antropologia médica - João Tadeu de Andrade e Liduina Farias Almeida da Costa. Saúde Soc. São Paulo, v.19, n.3, p.497-508, 2010.
- 2006: Política Nacional de Práticas Integrativas
e Complementares – PNPIC (Portaria 971 de 03/05/2006);
- Recursos
e métodos não biomédicos relativos ao processo saúde/ doença/cura, enriquecem
estratégias diagnóstico/terapêuticas e podem favorecer o pluralismo médico no
Brasil;
- O campo das práticas integrativas, alternativas
ou complementares em saúde no Brasil
contemporâneo constitui fenômeno de crescente visibilidade. Ministério da Saúde
implantou regulamentações de estímulo à difusão da Medicina complementar;
- Esse amplo acervo de cuidados terapêuticos
abriga ainda recursos como terapias nutricionais, disciplinas corporais,
diversas modalidades de massoterapia, práticas xamânicas e estilos de vida
associados ao naturalismo e à ecologia;
- Ser humano como ser integral, não
identificando barreiras entre mente, corpo e espírito à envolve uma interação complexa de fatores
físicos, sociais, mentais, emocionais e espirituais; paradigma denominado bioenergético;
- Duas modalidades: Medicinas Tradicionais (MT) – saberes, práticas e crenças nativas
em diferentes culturas. E Medicinas Complementares
e Alternativas (MCA) – cuidados em saúde não integrados ao sistema
dominante de atenção médica; na maioria dos casos vem de práticas indígenas
e/ou em sistemas refinados como o ayurveda indiano e a Medicina clássica
chinesa;
- Complementariedade
entre a biomedicina e essas práticas etiológico-terapêuticas, e não a
unilateralidade;
- Em regiões como África, Ásia e América Latina,
grande parte da população atende suas necessidades sanitárias por meio de
crenças e saberes antigos. Por isso é muito aceita;
- Na Atenção
primária, o uso da Medicina tradicional atinge níveis percentuais
significativos, como na Índia (70%), Ruanda (70%) e Etiópia (90%), conforme a
OMS (WHO, 2002; OPAS, 1978);
- Modalidades
terapêuticas identificadas e amparadas pela PNPIC no SUS: Medicina tradicional
chinesa, Homeopatia, Fitoterapia e Plantas medicinais, Termalismo e
Crenoterapia, e Medicina antroposófica (Brasil, 2006);
- Integralidade
como prática social que assume diferentes visões de mundo;
- Emergência e circulação de saberes
terapêuticos provindos de um ethos
não ocidental e não hegemônico;
- Reportagem rezadeiras: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR62468-6014,00.html
- Reportagem Reiki: http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2015/08/18/reiki-passa-a-ser-oferecido-pela-rede-de-saude-do-recife/
http://dab.saude.gov.br/portaldab/noticias.php?conteudo=_&cod=2205
ResponderExcluirPesquisando sobre o NASF encontrei essa reportagem que fala sobre o crescimento das práticas integrativas em saúde na rede SUS de todo o Brasil.
"O monitoramento das PICs no SUS é feito a partir do levantamento de dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e do Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e, mais recentemente, a partir do SISAB/e-SUS AB, que trazem informações específicas das PICs na Atenção Básica."
"78% das PICs é ofertada na Atenção Básica, 18% na Atenção Especializada e 4% na Atenção Hospitalar."
O segundo ciclo do PMAQ- Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica- avaliou 29.798 equipes de Atenção Básica; dessas, 5.666 realizavam PICs, distribuídas em 3.787 estabelecimentos de saúde, em 1.230 municípios, no período de abril de 2013 a agosto de 2014.
As práticas mais ofertadas pelo NASF foram medicina tradicional chinesa/práticas corporais (tai chi chuan, lian gong, chi gong, tui-ná) e/ou mentais (meditação).
Carol, no relatorio da aula do dia 14/06 eu coloco dados sobre práticas integrativas(usei este artigo que tu citou)
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Haha ops!! Ainda não tinha chegado lá :P
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