segunda-feira, 20 de junho de 2016

Medicina Complementar no SUS - Práticas integrativas

Texto: Medicina Complementar no SUS: práticas integrativas sob a luz da Antropologia médica - João Tadeu de Andrade e Liduina Farias Almeida da Costa. Saúde Soc. São Paulo, v.19, n.3, p.497-508, 2010. 

- 2006: Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC (Portaria 971 de 03/05/2006);

-  Recursos e métodos não biomédicos relativos ao processo saúde/ doença/cura, enriquecem estratégias diagnóstico/terapêuticas e podem favorecer o pluralismo médico no Brasil;

- O campo das práticas integrativas, alternativas ou complementares em saúde no Brasil contemporâneo constitui fenômeno de crescente visibilidade. Ministério da Saúde implantou regulamentações de estímulo à difusão da Medicina complementar;

- Esse amplo acervo de cuidados terapêuticos abriga ainda recursos como terapias nutricionais, disciplinas corporais, diversas modalidades de massoterapia, práticas xamânicas e estilos de vida associados ao naturalismo e à ecologia;

- Ser humano como ser integral, não identificando barreiras entre mente, corpo e espírito à envolve uma interação complexa de fatores físicos, sociais, mentais, emocionais e espirituais; paradigma denominado bioenergético;

- Duas modalidades: Medicinas Tradicionais (MT) – saberes, práticas e crenças nativas em diferentes culturas. E Medicinas Complementares e Alternativas (MCA) – cuidados em saúde não integrados ao sistema dominante de atenção médica; na maioria dos casos vem de práticas indígenas e/ou em sistemas refinados como o ayurveda indiano e a Medicina clássica chinesa;

- Complementariedade entre a biomedicina e essas práticas etiológico-terapêuticas, e não a unilateralidade;       

- Em regiões como África, Ásia e América Latina, grande parte da população atende suas necessidades sanitárias por meio de crenças e saberes antigos. Por isso é muito aceita;

- Na Atenção primária, o uso da Medicina tradicional atinge níveis percentuais significativos, como na Índia (70%), Ruanda (70%) e Etiópia (90%), conforme a OMS (WHO, 2002; OPAS, 1978);

- Modalidades terapêuticas identificadas e amparadas pela PNPIC no SUS: Medicina tradicional chinesa, Homeopatia, Fitoterapia e Plantas medicinais, Termalismo e Crenoterapia, e Medicina antroposófica (Brasil, 2006);

- Integralidade como prática social que assume diferentes visões de mundo;

- Emergência e circulação de saberes terapêuticos provindos de um ethos não ocidental e não hegemônico;





3 comentários:

  1. http://dab.saude.gov.br/portaldab/noticias.php?conteudo=_&cod=2205

    Pesquisando sobre o NASF encontrei essa reportagem que fala sobre o crescimento das práticas integrativas em saúde na rede SUS de todo o Brasil.

    "O monitoramento das PICs no SUS é feito a partir do levantamento de dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e do Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e, mais recentemente, a partir do SISAB/e-SUS AB, que trazem informações específicas das PICs na Atenção Básica."

    "78% das PICs é ofertada na Atenção Básica, 18% na Atenção Especializada e 4% na Atenção Hospitalar."

    O segundo ciclo do PMAQ- Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica- avaliou 29.798 equipes de Atenção Básica; dessas, 5.666 realizavam PICs, distribuídas em 3.787 estabelecimentos de saúde, em 1.230 municípios, no período de abril de 2013 a agosto de 2014.

    As práticas mais ofertadas pelo NASF foram medicina tradicional chinesa/práticas corporais (tai chi chuan, lian gong, chi gong, tui-ná) e/ou mentais (meditação).

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    1. Carol, no relatorio da aula do dia 14/06 eu coloco dados sobre práticas integrativas(usei este artigo que tu citou)
      http://psisaudecoletiva.blogspot.com.br/2016/06/relatorio-dia-1406-ainda.html

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    2. Haha ops!! Ainda não tinha chegado lá :P

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